{"id":11768,"date":"2020-08-10T18:37:27","date_gmt":"2020-08-10T21:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/pinews.com.br\/?p=11768"},"modified":"2020-08-10T18:37:27","modified_gmt":"2020-08-10T21:37:27","slug":"eclipse-lunar-e-usado-para-estudos-sobre-vida-em-outros-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pinews.com.br\/index.php\/2020\/08\/10\/eclipse-lunar-e-usado-para-estudos-sobre-vida-em-outros-planetas\/","title":{"rendered":"Eclipse lunar \u00e9 usado para estudos sobre vida em outros planetas"},"content":{"rendered":"\n<p>Astr\u00f4nomos da Nasa conseguiram detectar o oz\u00f4nio da atmosfera terrestre a partir do reflexo da luz solar na Lua, durante o \u00faltimo eclipse lunar. A presen\u00e7a do oz\u00f4nio \u00e9 um indicativo da exist\u00eancia de vida em planetas, uma vez que, al\u00e9m de ser subproduto do oxig\u00eanio, o g\u00e1s serve de escudo protetor para a atmosfera.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1313344&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1313344&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel com a ajuda do telesc\u00f3pio Hubble, da Nasa (a ag\u00eancia espacial norte-americana), ap\u00f3s ser posicionado entre os dois corpos celestes e fazer da Lua uma esp\u00e9cie de espelho para refletir a luz solar que havia passado pela atmosfera da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Terra, a fotoss\u00edntese, ao longo de bilh\u00f5es de anos, \u00e9 respons\u00e1vel pelos altos n\u00edveis de oxig\u00eanio e espessa camada de oz\u00f4nio do nosso planeta. Essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais os cientistas pensam que o oz\u00f4nio ou o oxig\u00eanio pode ser um sinal de vida em outros planetas. &#8220;Encontrar o oz\u00f4nio \u00e9 significativo porque \u00e9 um subproduto fotoqu\u00edmico do oxig\u00eanio molecular, que \u00e9 um subproduto da vida&#8221;, explicou o pesquisador principal das observa\u00e7\u00f5es do Hubble, Allison Youngblood \u2013 do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Atmosf\u00e9rica e Espacial em Boulder, Colorado (EUA).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a t\u00e9cnica utilizada, \u00e9 poss\u00edvel identificar os componentes de uma atmosfera, quando ela \u201cfiltra\u201d a luz solar que a atravessa. Com os novos telesc\u00f3pios que est\u00e3o sendo constru\u00eddos, maiores e com tecnologias ainda mais avan\u00e7adas do que as utilizadas no Hubble, ser\u00e1 poss\u00edvel identificar essas subst\u00e2ncias na atmosfera de exoplanetas (planetas ao redor de outras estrelas).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 agora, os astr\u00f4nomos t\u00eam usado o Hubble para observar a atmosfera de planetas gigantes gasosos e superterras [planetas com v\u00e1rias vezes a massa da Terra] que transitam por suas estrelas. Mas os planetas do tamanho da Terra s\u00e3o objetos muito menores, e suas atmosferas s\u00e3o mais finas. Portanto, extrair essas assinaturas de exoplanetas do tamanho da Terra ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil\u201d, informou a Nasa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, os pesquisadores precisar\u00e3o de telesc\u00f3pios espaciais muito maiores do que o Hubble para coletar a fraca luz das estrelas que passa pela atmosfera desses pequenos planetas, quando passarem em frente ao sol de seu sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Youngblood acrescenta que encontrar oz\u00f4nio nos c\u00e9us de um planeta extrassolar n\u00e3o garante que exista vida na superf\u00edcie. &#8220;Voc\u00ea precisaria de outras assinaturas espectrais al\u00e9m do oz\u00f4nio para concluir que havia vida no planeta\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Nasa, a variabilidade sazonal na assinatura do oz\u00f4nio pode indicar a produ\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica sazonal de oxig\u00eanio, assim como faz com as esta\u00e7\u00f5es de crescimento das plantas na Terra. Mas o oz\u00f4nio tamb\u00e9m pode ser produzido sem a presen\u00e7a de vida quando o nitrog\u00eanio e o oxig\u00eanio s\u00e3o expostos \u00e0 luz solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aumentar a confian\u00e7a de que uma bioassinatura \u00e9 realmente produzida pela vida, os astr\u00f4nomos devem pesquisar combina\u00e7\u00f5es com outras bioassinaturas. &#8220;Os astr\u00f4nomos tamb\u00e9m ter\u00e3o que levar em considera\u00e7\u00e3o o est\u00e1gio de desenvolvimento do planeta ao olhar para estrelas mais jovens com planetas jovens. Se voc\u00ea quisesse detectar oxig\u00eanio ou oz\u00f4nio de um planeta semelhante ao da Terra primitiva, quando havia menos oxig\u00eanio em nossa atmosfera, as caracter\u00edsticas espectrais da luz \u00f3ptica e infravermelha n\u00e3o s\u00e3o fortes o suficiente &#8220;, acrescenta Giada Arney, do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland (EUA).<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da Nasa<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Aline Leal<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f4nomos da Nasa conseguiram detectar o oz\u00f4nio da atmosfera terrestre a partir do reflexo da luz solar na Lua, durante o \u00faltimo eclipse lunar. A presen\u00e7a do oz\u00f4nio \u00e9 um indicativo da exist\u00eancia de vida em planetas, uma vez que, al\u00e9m de ser subproduto do oxig\u00eanio, o g\u00e1s serve de escudo protetor para a atmosfera. 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