{"id":23382,"date":"2021-06-13T11:50:11","date_gmt":"2021-06-13T14:50:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pinews.com.br\/?p=23382"},"modified":"2021-06-13T11:50:11","modified_gmt":"2021-06-13T14:50:11","slug":"medico-no-piaui-comove-ao-cantar-para-paciente-horas-antes-dela-morrer-de-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pinews.com.br\/index.php\/2021\/06\/13\/medico-no-piaui-comove-ao-cantar-para-paciente-horas-antes-dela-morrer-de-covid\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico no Piau\u00ed comove ao cantar para paciente horas antes dela morrer de Covid"},"content":{"rendered":"\n<p>O m\u00e9dico Matheus Rocha, 24 anos, tem comovido amigos e at\u00e9 gente desconhecida ap\u00f3s cantar para uma paciente durante atendimento no Hospital Regional Jo\u00e3o Pacheco Cavalcante, em Corrente, no interior do Piau\u00ed. Mesmo sem saber, ele participou do momentos finais da idosa que faleceu na madrugada deste s\u00e1bado (12). Rec\u00e9m-formado, ele disse ao&nbsp;<strong>Cidadeverde.com<\/strong>&nbsp;que a senhora estava internada h\u00e1 alguns dias em tratamento contra a Covid-19 e diz que cantou para aliviar a dor, enquanto a equipe m\u00e9dica fazia uma manobra para evitar a intuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo foi gravado por volta das 15h, desta sexta (11), pela equipe que acompanhava o m\u00e9dico que \u00e9 natural de Corrente e teve a formatura antecipada devido a necessidade de m\u00e9dicos em decorr\u00eancia da pandemia. A idosa faleceu por volta das 3h de hoje.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00e9dico no Piau\u00ed comove ao cantar para paciente horas antes dela morrer de Covid\" width=\"1170\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5RxXvI_bdZU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Matheus, cantar n\u00e3o \u00e9 algo novo e faz parte do dia a dia do m\u00e9dico desde quando ele era acad\u00eamico de Medicina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCantar sempre foi algo natural. Eu costumo andar cantarolando pelos corredores do hospital. Durante a gradua\u00e7\u00e3o, cantei por todos os ciclos que passei: obstetr\u00edcia, sa\u00fade p\u00fablica, cir\u00fargica. Essa paciente estava com a satura\u00e7\u00e3o baixa e est\u00e1vamos tentando alternativas antes da intuba\u00e7\u00e3o. Para se acalmar, resolvi cantar! perguntei que m\u00fasica gostaria de ouvir e comecei a cantar. A fisioterapeuta viu e come\u00e7ou a gravar. Eu imagino a como\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o \u00e9 muito comum, pois somos t\u00e9cnicos, trabalhamos muito com a matem\u00e1tica da profiss\u00e3o. Cantar alivia o ambiente, melhora o trabalho em equipe e conseguimos interagir melhor com o paciente\u201d, contou o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Aleluia, o m\u00e9dico cantou outras m\u00fasicas escolhidas pela paciente. \u201cA rea\u00e7\u00e3o dela foi a coisa mais linda. Ela se emocionou, quis chorar e a gente at\u00e9 estimulou ela chorar para aliviar o sentimento. Foram os momentos finais dela\u201d, lamenta Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o falecimento da paciente, mesmo fora do plant\u00e3o, o m\u00e9dico foi ao hospital para dar apoio \u00e0 equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcabei voltando para falar com a equipe de fisioterapeuta, enfermagem, pois a gente estava junto. Fui l\u00e1 para apoiarmos uns aos outros\u201d, disse o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9dico faz desabafo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao<strong>&nbsp;Cidadeverde.com<\/strong>, Matheus Rocha fez um desabafo sobre a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos Covid. Na cidade, por exemplo, n\u00e3o h\u00e1 UTIs para o tratamento da doen\u00e7a e o hospital mais estruturado fica a cerca de 240 km da cidade. O m\u00e9dico diz que a situa\u00e7\u00e3o na cidade \u00e9 dram\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tem muitas mortes pela dificuldade de leitos de UTI. O nosso servi\u00e7o n\u00e3o \u00e9 UTI e ficamos esperando quatro, cinco ou seis dias epara o paciente ser regulado. Com o sistema lotado, a gente n\u00e3o consegue vagas. Intubar e manter os pacientes aqui \u00e9 dram\u00e1tico porque n\u00e3o temos o material humano ideal, nem a estrutura f\u00edsica para isso. Esses \u00faltimos dias t\u00eam sido muito dram\u00e1ticos. A gente fica de m\u00e3os atadas. Existem at\u00e9 outras terap\u00eauticas que poder\u00edamos usar, mas n\u00e3o nos s\u00e3o acess\u00edveis at\u00e9 mesmo pela quest\u00e3o da dist\u00e2ncia e a gente n\u00e3o conseguir fazer o transporte desses pacientes\u201d, desabafa o m\u00e9dico Matheus Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Graciane Sousa\/ Cidade Verde<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00e9dico Matheus Rocha, 24 anos, tem comovido amigos e at\u00e9 gente desconhecida ap\u00f3s cantar para uma paciente durante atendimento no Hospital Regional Jo\u00e3o Pacheco Cavalcante, em Corrente, no interior do Piau\u00ed. 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