{"id":23875,"date":"2021-06-29T19:40:10","date_gmt":"2021-06-29T22:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pinews.com.br\/?p=23875"},"modified":"2021-06-29T19:40:10","modified_gmt":"2021-06-29T22:40:10","slug":"conta-de-luz-aneel-reajusta-cobranca-extra-em-mais-de-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pinews.com.br\/index.php\/2021\/06\/29\/conta-de-luz-aneel-reajusta-cobranca-extra-em-mais-de-50\/","title":{"rendered":"Conta de luz: Aneel reajusta cobran\u00e7a extra em mais de 50%"},"content":{"rendered":"\n<p>A Aneel (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica) reajustou, nesta ter\u00e7a-feira (29), a tarifa da bandeira vermelha n\u00edvel 2, que passar\u00e1 de R$ 6,24 para R$ 9,49 por kWh (quilowatt-hora) entre julho e dezembro deste ano -um reajuste de 52%.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do colegiado contrariou a recomenda\u00e7\u00e3o da \u00e1rea t\u00e9cnica, que indicou o valor de R$ 11,50 por kWh, \u00fanica forma de garantir equil\u00edbrio entre receitas e o custo de gera\u00e7\u00e3o da energia, que explodiu devido ao acionamento das term\u00e9tricas -muito mais caras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a diretoria da ag\u00eancia optou por parcelar o reajuste, repassando cerca de R$ 3 bilh\u00f5es para as tarifas no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de bandeiras reflete a situa\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico ainda muito dependente das hidrel\u00e9tricas, que hoje se ressentem da pior seca dos \u00faltimos 91 anos, segundo o diretor-geral da ag\u00eancia, Andr\u00e9 Pepitone.<\/p>\n\n\n\n<p>Na bandeira verde n\u00e3o h\u00e1 adicional para cada quilowatt-hora consumido. Na amarela, esse extra era de R$ 1,34 por kWh (quilowatt-hora). Na bandeira vermelha, h\u00e1 dois patamares -antes definidos em R$ 4,16 (n\u00edvel 1) e R$ 6,24 (n\u00edvel 2).<\/p>\n\n\n\n<p>Se o reajuste da bandeira vermelha n\u00edvel 2 fosse de R$ 11,50, o aumento previsto nas contas dos consumidores seria entre 10% e 15%, movimento que exerceria ainda mais press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo).<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o \u00edndice atingiu 8% -dos quais cinco pontos percentuais foram provenientes das altas de pre\u00e7os da energia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se nada for feito, teremos um d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 5 bilh\u00f5es na conta bandeiras entre julho e dezembro&#8221;, afirmou o relator do processo, o diretor Sandoval Feitosa Neto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a tarifa no patamar aprovado (R$ 9,49), a Aneel decidiu adiar o repasse desses custos para as contas de luz no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessa decis\u00e3o se deve \u00e0 pandemia que, segundo Pepitone, fez os brasileiros perderem o emprego e a renda. As distribuidoras perderam receita durante a crise e uma opera\u00e7\u00e3o de socorro foi lan\u00e7ada pelo governo com a participa\u00e7\u00e3o do mercado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas se preparam para uma retomada da economia. A ind\u00fastria prev\u00ea uma retomada. \u00c9 neste momento que temos de tomar uma medida para inibir o uso da energia&#8221;, questionou o Cruz. &#8220;Colocamos agora [o reajuste] ou dilu\u00edmos no ano que vem?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a \u00e1rea t\u00e9cnica, a diferen\u00e7a estimada \u00e9 da ordem de R$ 3 bilh\u00f5es, que poder\u00e3o ser incorporados \u00e0s tarifas em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse d\u00e9ficit, no entanto, pode ser maior porque ainda n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 a intensidade da seca at\u00e9 o final deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente em abril, o d\u00e9ficit nas tarifas das bandeiras chegou a R$ 1,5 bilh\u00e3o, resultado do descolamento entre o custo de gera\u00e7\u00e3o e as receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse rombo deve se elevar, segundo os t\u00e9cnicos, porque o pre\u00e7o da energia no mercado livre deve saltar dos atuais R$ 250 o MWh (megawatt-hora) para R$ 580 -cen\u00e1rio decorrente da contrata\u00e7\u00e3o das termel\u00e9tricas que est\u00e3o injetando energia no sistema devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da atividade das hidrel\u00e9tricas, hoje com escassez de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde outubro do ano passado, o governo autorizou a gera\u00e7\u00e3o de energia pelas t\u00e9rmicas, que produzem energia a um custo muito elevado, cerca de R$ 1.500 o MWh (megawatt-hora), muito acima do pre\u00e7o m\u00e9dio do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O gasto adicional com o uso de t\u00e9rmicas a \u00f3leo diesel desde o in\u00edcio da crise energ\u00e9tica, em outubro, chegou a quase R$ 9 bilh\u00f5es, valor que ter\u00e1 que ser rateado por todos os consumidores brasileiros, tanto as ind\u00fastrias como clientes comerciais e residenciais das distribuidoras de eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado reclamava que uma inconsist\u00eancia no sistema computacional que calcula o pre\u00e7o m\u00e9dio da energia no pa\u00eds vem escondendo esse aumento e adia o repasse de parte dele para a conta de luz das fam\u00edlias que recebem energia das distribuidoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a Aneel submeteu uma proposta de consulta p\u00fablica para a revis\u00e3o da metodologia desse c\u00e1lculo. Essa mudan\u00e7a, no entanto, ainda est\u00e1 em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista recente ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reconheceu as falhas nesse sistema, que demora demais para repassar a percep\u00e7\u00e3o de alta do custo da energia para o consumidor. O ministro afirmou que determinou a revis\u00e3o desse modelo matem\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Fonte:<\/strong> <strong>Folhapress<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Aneel (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica) reajustou, nesta ter\u00e7a-feira (29), a tarifa da bandeira vermelha n\u00edvel 2, que passar\u00e1 de R$ 6,24 para R$ 9,49 por kWh (quilowatt-hora) entre julho e dezembro deste ano -um reajuste de 52%. 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