{"id":29433,"date":"2021-12-16T16:33:33","date_gmt":"2021-12-16T19:33:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pinews.com.br\/?p=29433"},"modified":"2021-12-16T16:33:33","modified_gmt":"2021-12-16T19:33:33","slug":"omicron-quais-sao-os-sintomas-da-nova-variante-comparados-aos-das-anteriores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pinews.com.br\/index.php\/2021\/12\/16\/omicron-quais-sao-os-sintomas-da-nova-variante-comparados-aos-das-anteriores\/","title":{"rendered":"\u00d4micron: quais s\u00e3o os sintomas da nova variante comparados aos das anteriores"},"content":{"rendered":"\n<p>Cientistas de todo o mundo v\u00eam estudando em detalhes a \u00f4micron, a nova variante do coronav\u00edrus que vem se espalhando em ritmo acelerado em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00c1frica do Sul, onde foi inicialmente detectada, ela j\u00e1 responde por mais de 90% das novas infec\u00e7\u00f5es. Em Londres, no Reino Unido, metade dos casos rec\u00e9m-notificados j\u00e1 s\u00e3o causados pela \u00f4micron.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas constata\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram feitas, entre as quais a de que a \u00f4micron \u00e9 significativamente mais contagiosa, mas ainda h\u00e1 muito a ser descoberto sobre essa nova variante.<\/p>\n\n\n\n<h2>E quanto aos sintomas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC, o imunologista e geneticista canadense John Bell, professor de Medicina da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e conselheiro do governo brit\u00e2nico para Covid-19, disse que os sintomas da \u00f4micron s\u00e3o &#8220;diferentes&#8221; das cepas anteriores do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Dor de garganta, m\u00fasculos doloridos, principalmente na regi\u00e3o da lombar, nariz entupido, problemas estomacais e fezes moles s\u00e3o poss\u00edveis sinais da nova variante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma das coisas que sabemos \u00e9 que a \u00f4micron \u00e9 bem diferente&#8221;, disse ele, acrescentando que a mialgia (dor muscular) \u00e9 uma &#8220;caracter\u00edstica distintiva&#8221; da \u00f4micron e que os especialistas em sa\u00fade p\u00fablica n\u00e3o sabiam por qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bell, dados da \u00c1frica do Sul e do aplicativo Zoe (que ajuda a reunir pesquisas sobre a dissemina\u00e7\u00e3o e os sintomas da Covid-19 no Reino Unido) mostraram que outros sintomas incomuns da \u00f4micron incluem &#8220;um pouco de mal-estar intestinal, fezes moles&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma das caracter\u00edsticas mais interessantes. Parece que (a \u00f4micron) est\u00e1 se comportando de maneira diferente&#8221;, disse ele ao programa Today, da BBC 4.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9dicos na \u00c1frica do Sul tamb\u00e9m notaram garganta inflamada em vez de dor de garganta, tosse seca, cansa\u00e7o extremo e suores noturnos.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda do paladar ou do olfato, registrados em in\u00fameros pacientes que contra\u00edram as variantes anteriores do coronav\u00edrus, n\u00e3o parecem estar entre os sintomas dessa variante inicialmente relatados na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h2>Transmiss\u00e3o e reinfec\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na entrevista, Bell acrescentou que embora algumas coisas sejam conhecidas sobre a \u00f4micron, outras ainda n\u00e3o foram determinadas pelos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa que os cientistas sabem, disse ele, \u00e9 sua transmissibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s sabemos algumas coisas sobre esta variante e h\u00e1 muitas coisas que n\u00e3o sabemos&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabemos que esta \u00e9 uma variante altamente infecciosa, duas ou tr\u00eas vezes mais infecciosa que a delta, que era uma variante bastante infecciosa em si&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma das raz\u00f5es pelas quais est\u00e1 se espalhando pelo pa\u00eds (Reino Unido) t\u00e3o rapidamente \u00e9 porque ela \u00e9 muito, muito contagiosa&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo preliminar sul-africano, publicado no site Medrxiv, analisou quase 3 milh\u00f5es de pessoas infectadas com Covid-19. E descobriu que o risco de reinfec\u00e7\u00e3o pela variante \u00f4micron \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que para as variantes delta e beta do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores conclu\u00edram: &#8220;As evid\u00eancias sugerem que a variante \u00f4micron est\u00e1 associada a uma capacidade substancial de escapar da imunidade de uma infec\u00e7\u00e3o anterior.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2>Gravidade<\/h2>\n\n\n\n<p>No entanto, quando se trata da gravidade da doen\u00e7a, Bell disse &#8220;no momento, n\u00e3o temos realmente os dados&#8221; e acrescentou que as pr\u00f3ximas semanas v\u00e3o indicar a gravidade da variante no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento de cerca de 78 mil casos da \u00f4micron na \u00c1frica do Sul, publicada na \u00faltima ter\u00e7a-feira (14\/12), descobriu que a variante est\u00e1 resultando em doen\u00e7a mais branda em compara\u00e7\u00e3o com as ondas anteriores, com 29% menos hospitaliza\u00e7\u00f5es do que a cepa de Wuhan e 23% em compara\u00e7\u00e3o com a delta.<\/p>\n\n\n\n<p>Richard Friedland, CEO da Netcare, o maior provedor privado de sa\u00fade sul-africano, disse ao jornal brit\u00e2nico The Telegraph que as primeiras tend\u00eancias durante a quarta onda do pa\u00eds, causada pela \u00f4micron, indicavam uma &#8220;forma muito menos severa&#8221; da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante as tr\u00eas primeiras ondas, 100% dos 55 mil pacientes com Covid-19 hospitalizados nas instala\u00e7\u00f5es da Netcare precisaram de oxig\u00eanio. At\u00e9 agora, durante a nova onda, apenas 10% dos 337 pacientes hospitalizados precisaram de oxig\u00eanio, assinalou Friedland.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalvou, no entanto, que esses resultados eram apenas preliminares e que a situa\u00e7\u00e3o poderia mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua parte, autoridades brit\u00e2nicas recomendaram &#8220;cautela realmente s\u00e9ria&#8221; sobre relatos de que uma redu\u00e7\u00e3o nas hospitaliza\u00e7\u00f5es estava sendo observada em casos de \u00f4micron na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse sentimento foi ecoado por Maria Van Kerkhove, l\u00edder t\u00e9cnica da resposta ao coronav\u00edrus da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) durante uma entrevista coletiva em 8 de dezembro, quando advertiu que relatos de doen\u00e7a leve s\u00e3o apenas constata\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es em escala menor e carecem da necess\u00e1ria base cient\u00edfica e acrescentou que \u00e9 &#8220;muito cedo&#8221; para tirar conclus\u00f5es firmes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 de dezembro, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, alertou sobre um &#8220;maremoto&#8221; da \u00f4micron e disse: &#8220;N\u00e3o cometa o erro de pensar que a \u00f4micron n\u00e3o pode machucar voc\u00ea, n\u00e3o pode deixar voc\u00ea e seus entes queridos gravemente doentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, o primeiro-ministro anunciou a primeira fatalidade v\u00edtima da nova variante no pa\u00eds e refor\u00e7ou a necessidade de vacina\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m foi defendido pelo imunologista John Bell.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O melhor que podemos fazer \u00e9 vacinar as pessoas que n\u00e3o foram vacinadas&#8221;, disse Bell \u00e0 BBC.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso \u00e9 o que realmente prejudica o sistema.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Reino Unido tem tentado acelerar a vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e espera vacinar toda a popula\u00e7\u00e3o adulta com uma dose de refor\u00e7o at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: G1 <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas de todo o mundo v\u00eam estudando em detalhes a \u00f4micron, a nova variante do coronav\u00edrus que vem se espalhando em ritmo acelerado em v\u00e1rios pa\u00edses. 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