{"id":52592,"date":"2023-08-29T18:04:41","date_gmt":"2023-08-29T21:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/pinews.com.br\/?p=52592"},"modified":"2023-08-29T18:04:44","modified_gmt":"2023-08-29T21:04:44","slug":"hemopi-identifica-sangue-raro-em-paciente-indigena-internada-no-piaui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pinews.com.br\/index.php\/2023\/08\/29\/hemopi-identifica-sangue-raro-em-paciente-indigena-internada-no-piaui\/","title":{"rendered":"Hemopi identifica sangue raro em paciente ind\u00edgena internada no Piau\u00ed"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma mulher ind\u00edgena, natural do Maranh\u00e3o, possui um fen\u00f3tipo sangu\u00edneo raro, o Anti-Dib. A descoberta foi realizada pelo Laborat\u00f3rio de Imuno-hematologia do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piau\u00ed (Hemopi). Essa foi a primeira vez que esse tipo sangu\u00edneo foi catalogado no Piau\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da paciente, que est\u00e1 internada em hospital da rede particular de Teresina, em dois de seus irm\u00e3o, tamb\u00e9m, foi detectado o mesmo ant\u00edgeno. O sangue dos irm\u00e3o foi analisado em busca de um doador compat\u00edvel para a paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O anticorpo Anti-Dib \u00e9 rar\u00edssimo e \u00e9 mais prevalente em pa\u00edses como China, Jap\u00e3o ou nas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas sul americanas.<\/p>\n\n\n\n<p>A chance de encontrar um doador compat\u00edvel \u00e9 de 1 % na popula\u00e7\u00e3o geral. \u201cRealizamos esfor\u00e7os para encontrar doadores e tivemos sucesso de encontrar na fam\u00edlia da paciente, dois doadores compat\u00edveis. A fam\u00edlia reside em comunidades ind\u00edgenas localizadas no interior do Estado do Maranh\u00e3o\u2019\u201d, explica Pedro Afonso Sousa, supervisor do laborat\u00f3rio de Imuno-Hematologia do Paciente do Hemopi.<\/p>\n\n\n\n<p>O supervisor do Laborat\u00f3rio do Hemopi explica que a ag\u00eancia transfusional de Barra do Corda, coordenada pelo Hemomar, coletou as amostras dos irm\u00e3os da paciente e os testes feitos pelo Hemopi confirmaram a compatibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O irm\u00e3o mais velho, por j\u00e1 ter 68 anos e algumas comorbidades, n\u00e3o pode fazer a doa\u00e7\u00e3o. Coube ent\u00e3o, a outra irm\u00e3, de 55 anos, realizar a coleta que salvou a vida da paciente. A doa\u00e7\u00e3o de sangue foi feita no Hemopi, em Teresina, com apoio da Casa de Sa\u00fade do Ind\u00edgena (CASAI) e Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (DSEI\/MA).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Sociedade Internacional de Transfus\u00e3o Sangu\u00ednea (ISBT) existem, atualmente, 44 sistemas que descrevem mais de 354 ant\u00edgenos diferentes e esse n\u00famero n\u00e3o \u00e9 definitivo. Entre os ant\u00edgenos j\u00e1 conhecidos, alguns s\u00e3o extremamente raros, como o Anti-Dib encontrado na paciente internada no Piau\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>O ant\u00edgeno Dia original \u00e9 muito raro em pessoas de ascend\u00eancia europeia ou africana, mas tem uma preval\u00eancia de 5% em pessoas de ascend\u00eancia asi\u00e1tica e uma preval\u00eancia ainda maior nos povos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica do Norte e do Sul, chegando a 54% entre os ind\u00edgenas Kainganges do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Ant\u00edgeno Dib, est\u00e1 presente na maioria da popula\u00e7\u00e3o. \u201cO sangue da paciente \u00e9 rar\u00edssimo, porque al\u00e9m dela n\u00e3o possuir o ant\u00edgeno Dib, ela desenvolveu um anticorpo contra ele, o Anti-Dib.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas 1% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de origem sul americana tem o sangue igual ao dela\u201d. De acordo com Pedro Afonso Sousa, no Brasil apenas 10 doadores s\u00e3o compat\u00edveis com essa paciente, sendo dois localizados na regi\u00e3o Nordeste, sete na regi\u00e3o sudeste e um na regi\u00e3o sul do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Laborat\u00f3rio de Imuno-Hematologia foi criado em 2011 e possui atualmente cerca de cinco mil cadastros entre doadores e receptores.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa de doadores raros ainda \u00e9 uma pr\u00e1tica pouca realizada no Pa\u00eds. O HEMOPI \u00e9 um dos hemocentros que possui esse servi\u00e7o de fenotipagem. \u201cO nosso objetivo \u00e9 encontrar essas raridades e garantir a seguran\u00e7a transfusional. \u00c9 um trabalho minucioso que ajuda a salvar pacientes dentro e fora do Estado&#8221;, explica Pedro Afonso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma semana em que o laborat\u00f3rio de Imuno-Hematologia identificou o sangue raro da paciente ind\u00edgena e de seus familiares, outro doador, desta vez da cidade de Uru\u00e7u\u00ed veio fazer a doa\u00e7\u00e3o no Hemopi para salvar a vida de um paciente hospitalizado no estado de S\u00e3o Paulo. \u201cO doador tem um anticorpo raro conhecido como Anti \u2013k (Cellano) com incid\u00eancia de 0,2% na popula\u00e7\u00e3o caucasiana. O Hemopi atendeu prontamente o pedido e o doador veio de Uru\u00e7u\u00ed para fazer a doa\u00e7\u00e3o em Teresina. E em breve, o Hemopi deve encaminhar a bolsa a Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Sangue para que a paciente receba a transfus\u00e3o\u201d, esclarece o supervisor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Hemopi<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mulher ind\u00edgena, natural do Maranh\u00e3o, possui um fen\u00f3tipo sangu\u00edneo raro, o Anti-Dib. A descoberta foi realizada pelo Laborat\u00f3rio de Imuno-hematologia do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piau\u00ed (Hemopi). Essa foi a primeira vez que esse tipo sangu\u00edneo foi catalogado no Piau\u00ed. 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