Produção de energia eólica gera renda e movimenta economia em Marcolândia

Foto: Reprodução

Marcolândia está localizada no território chamado Chapada do Vale Itaim, na divisa entre Pernambuco e Piauí. Apesar do calor, a cidade apresenta ventos constantes, que chamaram a atenção de uma empresa geradora de energia e instalou, na região um parque eólico.

“‘E uma região basicamente única na questão do potencial eólico, porque aqui tem uma grande chapada seguida de uma queda, que faz com o vento consiga acelerar e ter maior velocidade dele na borda. O potencial eólico aqui é acima da média do que encontrado em outros países”, explicou o engenheiro Francisco Costa.

Na região foram instalados 247 torres, capazes de abastecer 1 milhão de casas. Um investimento alto, que gerou dois mil empregos direto e beneficiou agricultores do município.

“A empresa não faz a aquisição da terra onde os geradores estão instalados, ela é arrendada. Esse arrendamento acaba sendo uma renda a mais para cada um dos proprietários da comunidade. Aqui temos mais de 230 famílias que são impactadas pelo uso da terra pelo Parque Eólico e a renda que elas recebem são aplicados no comercial local, na comunidade”, destacou o engenheiro.

O engenheiro Shaiene Melo explicou que o parque desenvolve nove projetos sociais, que trabalham diretamente com a comunidade.

“Entre os projetos temos do Centro de Inclusão Digital, que já instalou laboratórios de informática em 10 escolas. Outro projeto importante foi da agricultura familiar, onde nós capacitamos os agricultores locais”, disse

Maioria dos proprietários dos terrenos em que foram instalados os aerogeradores viviam apenas da agricultura familiar. É o caso de Avani Carvalho , que assinou um contrato de 20 anos com a empresa geradora de energia, cedendo 40 metros quadrados da propriedade para a instalação de uma torre.

O produtor rural recebe todo mês 1.5% dos lucros do equipamento instalado em sua propriedade. “Nós sentimos que o arrendamento mudou a vida do pessoal. Ainda teve a indenização de algumas casas, onde precisava passar as linhas do parque, e o proprietário pode construir uma casa melhor”, comentou.

Caso algum equipamento pare de funcionar, os produtores rurais continuam recebendo o auxílio, já que a porcentagem de lucro de todos os aerogeradores é dividido por igual entre eles.

Fonte: G1 PI

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