Foto: Reprodução

Estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) tiveram os celulares roubados durante assaltos nas paradas de ônibus do campus Ministro Petrônio Portella, na zona Leste de Teresina, nessa terça-feira (21).

Segundo uma vítima, que preferiu não se identificar, um homem chegou pela calçada de motocicleta e abordou os alunos que estavam na parada do Centro de Ciências Humanas e Linguagens (CCHL), por volta das 16h30. A vítima, que é estudante do curso de Administração, informou que viu uma arma dentro da calça do assaltante.

“Estava eu e mais 4 pessoas na parada, eu tava esperando o meu irmão ir me pegar. Quando eu fui pegar no celular, eu vi um cara vindo na nossa direção e eu já sabia que ali seria um assalto porquê ele não veio pela rua como um aluno ou qualquer pessoa que passa por ali, ele veio pela calçada já. Eu até pensei em correr, mas eu fiquei com medo dele fazer alguma coisa com as pessoas ali, não queria me sentir responsabilizado caso ele tivesse alguma reação contra elas. Eu fiquei lá e ele parou na minha frente e na frente da menina que estava do meu lado e disse ‘só quero o celular, só o celular´ e nessa hora eu vi o cano da arma dentro da calça dele”, relatou.

A vítima disse ainda que o bandido conseguiu roubar dois celulares e que outras pessoas, que também estavam na parada de ônibus, conseguiram correr para dentro da universidade. O estudante acrescentou que guardas da UFPI foram até o local, vindo da ocorrência de outro arrastão, mas o assaltante já havia conseguido fugir.

“Dei o meu celular a ele e a menina que tava do meu lado deu o dela também. Tinha um menino no outro lado branco e ele correu, uma outra menina que também correu e uma não entregou o celular dela. Ele ainda ficou uns segundos parada um pouco depois da parada e foi embora, logo depois os guardas chegaram e ele já tinha ido”, acrescentou.

Nas redes sociais, os estudantes desabafaram o medo e insegurança após os relatos. Nessa segunda-feira (20), ocorreu o retorno presencial das aulas na universidade.

“Completamente horrorizado com esses relatos de arrastão nas paradas da ufpi”, disse um estudante. Outro questionou a falta de policiamento, “segundo dia de aula na UFPI e já teve arrastão na parada 13 com alunos da noite. Gente, cadê o policiamento?”, escreveu.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPI informou ao Cidadeverde.com que também tomou conhecimento de outro arrastão realizado na parada de ônibus do Centro de Ciências da Educação (CCE), na tarde de ontem (21).

O DCE destacou que está entrando em contato com a Prefeitura Universitária no sentido de aumentar a segurança dentro da universidade e sobre melhorias da iluminação nas paradas, outra reclamação dos alunos.

Procurada pela reportagem, a UFPI informou em nota que lamenta o ocorrido e que soliticou à Polícia Militar rondas mais frequentes na área do campus.

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) informa que realizou um planejamento estratégico que abrange todos os setores para garantir o retorno presencial seguro à comunidade acadêmica e que o novo semestre letivo teve início na segunda-feira, dia 20, sem relatos de anormalidades e contratempos.

No que tange à área de segurança, houve reforço das ações da Divisão de Vigilância, com atuação de 186 profissionais, entre vigilantes desarmados e armados, efetivos e terceirizados.

Em horários de pico, as ações se intensificam com duas viaturas e três motos que fazem rondas no campus.

Realizou-se, inclusive, ajuste de horários de atuação dos vigilantes para melhor atender às necessidades dos públicos-alvo no retorno presencial.

A Administração Superior da UFPI também solicitou à Polícia Militar rondas mais frequentes na área do campus, colaboração sempre valorizada pela atual gestão da Universidade.

A UFPI lamenta o ocorrido e reforça que continuará atuando em prol da segurança da comunidade acadêmica.

O delegado Ademar Canabrava, do 12º Distrito Policial, informou que houve um registro de boletim de ocorrência na delegacia, mas não tem detalhes se seria sobre roubos dentro da universidade. Nesse caso, por se tratar de uma entidade federal, o delegado acrescentou que as investigações ficam a carga da Polícia Federal. 

Fonte: Rebeca Lima/ Cidade Verde


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